A Noite Convida!

Um poema bem safadinho.


O meu corpo
convida o seu!
Os dois combinados em harmonia
Deleitam-se na própria agonia.
Duas taças de líquido, cor púrpura
Aguçam os olhos e as
papilas gustativas.
Mancham o branco da roupa
Testemunha muda.
Inebriam o ar com o aroma vinhal e o
cérebro já dá o sinal de extinto animal.
O sangue se mistura com outro de cor igual,
Há uma combustão,
Um frenesi de cima a baixo,
De baixo a cima,
Há um desejo total!
Meu corpo convida o seu!
Um ritual de textura, suor de casal.
O seu corpo investe com fúria,
Uma vontade bestial.
No entrelaçar, na simplificação,
São dois corpos deitados no chão.
Envolvidos no combustível frenético
Do vai e vem desta coisa real!
É amor?
É sexo?
Paixão ou carnaval?
Seja qual for o nome enquadrado
Há dois corpos entregues aos desejos guardados.
Amor confinado.
Agora, exaustos,
Dormem,
um pra lá e outro pra cá.
É amor, sexo ou desejo final?
Anna Costa

Comentários

  1. Elton Sipião, peço desculpas nem sei se serão aceitas, pois é uma falha, mas de qualquer maneira só hoje mexi e remexi nas configurações e acho que este item de comentários ou não estavam ativos ou não pude mesmo contemplar. Agradeço deveras sua apreciação às minhas parcas palavras e enfatizando suas sensuais palavras, esta sou eu, discorrendo em letras o meu ser.
    Grata!

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